Atacante pede rescisão indireta em caráter de urgência; ação inclui salários, direitos contratuais e reembolso de premiação paga aos companheiros
Felipe Vizeu e Avaí não chegaram a um acordo para encerrar o contrato de forma amigável. Diante do impasse, os advogados do atacante, Victor Boabaid e Samira Zambrano, entraram nesta quinta-feira (5) com uma ação na Justiça do Trabalho. O jogador pede, em caráter de urgência, o reconhecimento da rescisão indireta do vínculo e cobra do clube R$ 2.107.115,10(dois milhões, cento e sete mil, cento e quinze reais e dez centavos).
O pedido ainda será analisado pela Justiça. A ação representa a iniciativa de Vizeu para buscar o encerramento do contrato e o pagamento dos valores que considera devidos.
A tentativa de rescisão amigável
A discussão sobre a saída do atacante veio a público no início da semana. Segundo o ge, o Avaí procurou Vizeu para tratar de uma rescisão em comum acordo e apresentou uma proposta financeira. O jogador e seus representantes, porém, avaliaram que os valores não contemplavam os direitos contratuais envolvidos.
Até então, não havia consenso nem documento formalizando o fim do vínculo. O atleta também não havia apresentado pedido de demissão, de acordo com nota divulgada por sua assessoria.
Contrato firmado até 2027
O Avaí anunciou a contratação de Felipe Vizeu em agosto. O atacante, de 29 anos, assinou contrato definitivo com o clube até 30 de junho de 2027.
A passagem, no entanto, foi marcada por problemas financeiros. Em outubro, o ge informou que o Avaí acumulava três meses de salários atrasados, referentes a julho, agosto e setembro. Como Vizeu chegou ao clube em agosto, o atacante afirma que não recebeu salários durante sua passagem pelo Leão.
O que o jogador relata
Em nota publicada nas redes sociais, Vizeu classificou a experiência no Avaí como uma das mais difíceis de seus dez anos de carreira profissional. Ele afirmou que enfrentou problemas de organização interna e compromissos que, segundo seu relato, não foram cumpridos.
O atacante também disse que procurou apoiar colegas e outras pessoas que enfrentavam dificuldades no dia a dia do clube. Em alguns momentos, contou, essa ajuda teria ido além de suas obrigações como atleta.
Os R$ 30 mil pagos como “bicho”
Entre os episódios citados está o pagamento de uma premiação aos jogadores após a vitória do Avaí sobre o Sport, em 19 de agosto. Conforme apuração do ge, Vizeu teria tirado R$ 30 mil do próprio bolso para pagar o “bicho” ao grupo.
A ação também inclui o pedido de reembolso desse valor. O atacante cobra ainda verbas relacionadas a salários, direitos de imagem, auxílio-moradia, férias, 13º salário, multas e cláusula compensatória.
Pedido passa de R$ 2,1 milhões
Do total de R$ 2.107.115,10 cobrados, R$ 120 mil correspondem ao pedido de indenização por danos morais. A ação também aponta a ausência de recolhimentos do FGTS durante o período contratual, conforme as alegações apresentadas pelo jogador.
A Justiça ainda precisa analisar o pedido de tutela de urgência e os demais pontos da ação. Portanto, a rescisão indireta e os valores cobrados não foram definidos judicialmente.
Avaí aguarda notificação
Avaí informou que ainda não havia sido intimado pela Justiça do Trabalho. Até a notificação e a manifestação do clube no processo, a disputa segue sem uma decisão judicial sobre o pedido do atacante. Ge
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