Falando de Futebol, por Junior Moresco
A Chapecoense está matematicamente rebaixada para a Série B. Na noite desta terça-feira, na Arena Condá, o Verdão do Oeste saiu na frente, mas sofreu a virada e perdeu por 2 a 1 para o Mirassol. Kauan Farias abriu o placar; Reinaldo empatou de pênalti nos acréscimos do primeiro tempo; e Anderson, em um lance inacreditável, acabou marcando contra no segundo tempo.
O rebaixamento já parecia questão de tempo, mas a confirmação veio de uma forma dolorosa para o torcedor. A campanha fala por si: apenas quatro vitórias e 68 gols sofridos em 33 partidas mais de dois por jogo. Números que mostram a dificuldade da equipe ao longo de toda a competição.
E o gol da virada resume bem a noite da Chape. Após o chute de Shaylon, o goleiro Anderson espalmou a bola para cima. Ela voltou em direção ao gol e entrou. Um lance bizarro, daqueles difíceis de explicar, que acabou selando a derrota e o rebaixamento.
Mas a arbitragem também precisa ser discutida. Lucas Paulo Torezin marcou dois pênaltis a favor do Mirassol, e as decisões provocaram revolta na Arena Condá. No lance do segundo, foi chamado pelo VAR, revisou a jogada e manteve a marcação. Na minha avaliação, um pênalti vergonhoso, que mudou o rumo da partida e deixou ainda mais indignados os torcedores da Chapecoense.
A atuação desta noite reforça a preocupação com o trabalho do árbitro. Ao longo de 2026, Torezin já esteve no centro de reclamações de clubes como Goiás e Vasco, que contestaram decisões tomadas em partidas apitadas por ele. Quando um árbitro acumula episódios controversos, cada nova decisão polêmica aumenta a desconfiança e exige explicações.
Depois da partida, o capitão da Chapecoense resumiu a situação com lucidez: “Não caímos hoje. Caímos por tudo o que deixamos de fazer de certo há muito tempo.” Uma fala dura, mas coerente. O rebaixamento foi confirmado nesta terça-feira; os problemas, porém, vêm de muito antes.
Agora, a Chapecoense precisa terminar as cinco partidas restantes com dignidade. Depois, será hora de avaliar os erros, reorganizar o clube e preparar uma equipe capaz de brigar pelo acesso. Cair faz parte do futebol, mas a resposta precisa começar já.
A Chape é maior do que qualquer presidente ou jogador. Seu maior patrimônio é a torcida, que continua ao lado do Verdão nos momentos mais difíceis. A vida segue: é hora de levantar a cabeça, limpar a casa e começar a caminhada de volta.
Bora, Chape!
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