Artigo de Opinião | Conexão em Pauta
As eleições estaduais e federais ficaram para trás, e as conversas sobre a disputa municipal de 2028 começam a ganhar espaço em Biguaçu. Ainda falta tempo para a campanha, mas entrevistas, declarações e articulações de bastidores já ajudam a desenhar um cenário inicial.
Por enquanto, não há candidaturas confirmadas. Os nomes citados podem entrar na disputa como candidatos a prefeito, vice ou até participar das articulações que vão definir as chapas. Em uma eleição municipal, os partidos, as alianças e a capacidade de diálogo de cada liderança também pesam.
Nomes que começam a aparecer
- Alexandre Martins: atual prefeito, é naturalmente lembrado como possível candidato à reeleição. Nos bastidores, também se comenta sobre uma eventual ida para o PL. Se confirmada, uma mudança partidária poderá influenciar as alianças e a montagem da chapa, mas, até o momento, não há anúncio oficial sobre candidatura ou troca de partido.
- Luan Pereira: vereador mais votado de Biguaçu, declarou em entrevista ao portal Jornais em Foco que deseja participar de uma chapa majoritária. A fala o coloca entre os nomes que podem buscar protagonismo em 2028. Resta saber se essa participação seria como candidato a prefeito, vice ou em outra posição dentro de uma composição política.
- Lucas Manequinha: também é citado nos bastidores como possível alternativa para uma disputa majoritária. Sua eleição para presidir a Câmara no biênio 2027–2028 poderá ampliar sua visibilidade e colocá-lo em posição de destaque no debate local. O desafio será transformar esse espaço institucional em apoio político suficiente para uma eventual candidatura.
- João Luiz Luz: atual presidente da Câmara, tem experiência política e é conhecido pela atuação no Legislativo. Seu nome pode aparecer nas conversas para compor uma chapa, especialmente se houver mudanças no cenário partidário. Essa possibilidade também é comentada junto à especulação de que Juliano Barros poderá concorrer a vereador, o que poderia alterar a organização de alguns grupos. Por enquanto, são hipóteses.
- John Kennedy: poderá ser lembrado nas articulações como uma alternativa para a disputa ou para compor uma aliança. Também se comenta sobre uma possível aproximação com o PP, partido ao qual já esteve ligado. Uma eventual movimentação dependerá das conversas partidárias e do espaço que ele pretende ocupar no próximo pleito.
- Israel Gaspar: vereador atuante e bem votado, também pode ser considerado nas articulações. Além do trabalho no Legislativo, sua experiência na área pública e sua presença política podem torná-lo um nome relevante na formação de uma chapa. Nos bastidores, circula ainda a possibilidade de mudança partidária, mas não há confirmação.
- André Clementino: teve votação expressiva em 2020 e continua sendo um nome conhecido na política local. Sua trajetória e sua capacidade de mobilização podem colocá-lo novamente nas conversas, seja como candidato, seja como parte de uma composição. A decisão sobre disputar dependerá de seus projetos e das alianças que se formarem.
- Bia Borba: recebeu 4.456 votos em Biguaçu e somou 52.770 votos no total, tornando-se primeira suplente do Novo na Câmara Federal. O resultado amplia sua presença política e pode fortalecer seu nome no município. Ainda não há sinalização sobre uma eventual candidatura em Biguaçu, mas sua votação certamente será considerada nas conversas sobre o próximo ciclo eleitoral.
Qual será o papel de Salmir da Silva?
Também não dá para falar de 2028 sem considerar o grupo político do ex-prefeito Salmir da Silva. Depois de administrar Biguaçu e disputar uma vaga de deputado estadual em 2026, ele permanece como uma liderança com apoiadores e experiência eleitoral. Na disputa estadual, recebeu 10.668 votos.
A pergunta agora é qual caminho Salmir pretende seguir: dedicar-se à vida pessoal e profissional, afastando-se da política, ou continuar atuando como liderança e apoiador de um nome em 2028? Mesmo que não entre na disputa, sua posição poderá ter peso na formação de alianças e na mobilização de eleitores.
Até aqui, não há confirmação sobre seus planos. O que existe é a expectativa sobre como o grupo que o acompanhou nas últimas eleições vai se reorganizar e a quem poderá apoiar na próxima disputa municipal.
Possíveis mudanças partidárias
Além da eventual ida de Alexandre Martins para o PL, circulam comentários sobre possíveis mudanças de partido envolvendo João Luiz Luz e Israel Gaspar. Se essas movimentações se confirmarem, poderão alterar o equilíbrio entre as siglas e influenciar a formação das chapas.
Mas mudanças partidárias dependem de decisões individuais, calendário eleitoral e estratégia. Por enquanto, o assunto deve ser tratado como especulação de bastidores, sem confirmação oficial dos envolvidos.
E a esquerda?
Outra questão em aberto é quem representará a esquerda na próxima eleição municipal. Esse campo político costuma apresentar candidatura em Biguaçu, mas ainda não se sabe se surgirá uma nova liderança ou se um nome já conhecido tentará novamente conquistar espaço.
A resposta também dependerá da organização dos partidos, da construção de alianças e da capacidade de apresentar propostas que dialoguem com as demandas da população. A disputa municipal tem dinâmica própria, e os resultados de eleições estaduais ou federais não definem, por si só, o desempenho local.
O cenário ainda está aberto
Muita coisa pode mudar até 2028. Novas lideranças podem surgir, partidos podem se reorganizar e nomes hoje lembrados podem decidir não disputar. Também é possível que algumas lideranças prefiram apoiar uma candidatura ou integrar uma chapa em vez de concorrer ao cargo de prefeito.
O que se percebe, neste momento, é que Biguaçu tem diferentes nomes e grupos que poderão participar das articulações. A movimentação amplia as possibilidades, mas as definições dependerão das conversas, das alianças e, principalmente, das decisões dos próprios envolvidos.
No fim, caberá à população avaliar as propostas, comparar os projetos e escolher quem considera mais preparado para conduzir o município.
