Depois das urnas, o compromisso com o Brasil

Chegou ao fim mais uma eleição. Foram escolhidos presidente, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais. Cada brasileiro exerceu o seu direito de votar e fez uma escolha de acordo com suas convicções, suas esperanças e aquilo que acredita ser melhor para o país.

A partir de agora, porém, começa uma nova etapa. Amanhã, independentemente do resultado, milhões de brasileiros vão acordar cedo, sair de casa e trabalhar. Vão buscar o sustento da família, correr atrás de oportunidades e lutar por uma vida melhor. É por essas pessoas que a política precisa existir.

A democracia permite a disputa, o debate e a divergência. Em uma eleição, há quem comemore e há quem fique frustrado. Como no futebol, um lado celebra a vitória enquanto o outro lamenta o resultado. Mas, encerrada a votação, é preciso reconhecer a decisão das urnas e lembrar que todos continuamos fazendo parte do mesmo país.

Tenho minhas convicções. Sou de direita, sou filiado ao Republicanos, participei da campanha de Salmir da Silva a deputado estadual e votei em Flávio Bolsonaro. Torci por sua vitória e rezei por esse resultado. Mas, a partir de agora, também espero que Lula, reeleito presidente, consiga colocar em prática ações que melhorem a vida dos brasileiros. Torcer pelo Brasil significa desejar que o país avance, mesmo quando o eleito não era o nosso candidato.

Também é hora de deixar para trás discussões sobre a prorrogação do horário de votação. Vale lembrar que os pedidos partiram dos dois lados. A eleição foi concluída, e o que deve prevalecer é o respeito às regras, às instituições e à vontade expressa pelos eleitores.

O Brasil precisa de uma virada — não por causa de um nome ou de um partido, mas porque tanta gente espera por mudanças concretas. Queremos segurança para viver, saúde para todos, educação de qualidade e oportunidades para que cada pessoa possa construir o próprio caminho. Queremos que a corrupção diminua, que denúncias sejam investigadas e que tudo o que estiver errado seja esclarecido, sem privilégios e sem impunidade.

O presidente eleito terá seus desafios, assim como governadores, senadores, deputados federais e estaduais. O Congresso terá vozes diferentes e muitos opositores ao governo. Que essa diversidade sirva para fiscalizar, debater e apresentar soluções. A oposição tem papel importante na democracia, mas o país precisa estar acima da disputa permanente. Quem foi eleito, em qualquer cargo ou partido, deve trabalhar pelo povo que representa.

Um amigo da política costuma dizer em seus discursos: “Eu sou empregado do povo, porque quem paga o salário do político é o povo.” Essa frase deveria acompanhar cada mandato. O dinheiro público vem do esforço de quem trabalha, de quem empreende, de quem acorda cedo e enfrenta as dificuldades do dia a dia. Por isso, cada cargo público traz uma responsabilidade enorme: ouvir a população, prestar contas e trabalhar para melhorar a vida das pessoas.

O deputado estadual e agora deputado federal eleito Júlio Garcia costuma dizer que “política é a arte de fazer o bem”. É isso que espero dos eleitos. Que façam o bem com seriedade, responsabilidade e compromisso; que entendam que uma decisão política pode abrir portas, garantir atendimento, melhorar uma escola, proteger uma comunidade e devolver esperança a quem já se cansou de esperar.

A eleição termina, mas o trabalho não pode parar. Amanhã, o povo estará novamente de pé, buscando o pão de cada dia e lutando por suas conquistas. Que os eleitos se lembrem dessas pessoas todos os dias do mandato. Que governem para quem votou neles e também para quem escolheu outro caminho.

Passada a disputa, fica o desejo de que o Brasil siga em frente. Com diferenças, sim, mas com respeito; com fiscalização, diálogo e coragem para corrigir o que precisa ser corrigido. Que cada eleito honre a confiança recebida e ajude a construir um país, um estado e uma cidade melhores para todos.

Junior Moresco

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Publicado por morescojunior

Junior Moresco é natural de Tijucas e vive em Biguaçu desde a infância. Construiu uma trajetória ligada à comunicação e ao futebol, com 17 anos de atuação na Federação Catarinense de Futebol, onde trabalhou em áreas como competições, ligas e organização de jogos. Também foi chefe de gabinete do ex-presidente da entidade Delfim Peixoto e atuou na Prefeitura de Biguaçu. Apaixonado por jornalismo e comunicação, hoje está à frente do Conexão em Pauta, projeto que reúne notícias, política e esporte. Também escreve sobre futebol no Falando de Futebol. É casado com Kelly e pai de Renan e Iago.

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