Cinco anos, cinco contas aprovadas: a marca de responsabilidade de Salmir em Biguaçu

Artigo de opinião

A Câmara de Vereadores de Biguaçu aprovou, na sessão de terça-feira, 20 de outubro, as contas da Prefeitura referentes ao exercício de 2025, acompanhando a recomendação do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina. Com essa decisão, os exercícios de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025, período em que Salmir da Silva esteve à frente da Prefeitura, tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal e pelo Legislativo municipal.

Cinco anos, cinco exercícios aprovados. Esse resultado merece ser reconhecido porque a administração dos recursos públicos exige planejamento, controle e responsabilidade. Uma conta aprovada não significa que tudo tenha sido perfeito, nem elimina o debate sobre obras e serviços que a população ainda espera. Significa, porém, que a gestão financeira passou pela análise dos órgãos responsáveis e recebeu aprovação.

Muitas vezes, a comunidade cobra e com razão uma obra, uma melhoria ou uma resposta mais rápida do poder público. Mas governar também é decidir prioridades, organizar as receitas e cumprir obrigações sem comprometer o futuro do município. É nesse trabalho cotidiano, nem sempre visível, que a responsabilidade fiscal ganha importância.

Salmir esteve na Prefeitura de 1º de janeiro de 2021 a 30 de março de 2026: cinco anos e três meses, ou 1.915 dias corridos. Nesse período, Biguaçu e Santa Catarina enfrentaram desafios como a pandemia e episódios de fortes chuvas e enchentes. Como ocorre em qualquer gestão, houve cobranças e problemas a resolver. Ainda assim, as aprovações das contas dos cinco exercícios sob sua administração formam um registro concreto de responsabilidade na condução financeira do município.

O contexto estadual também dá dimensão ao tema. Levantamento publicado em maio de 2026 contabilizou 30 prefeitos presos em Santa Catarina desde agosto de 2020, em casos relacionados a diferentes investigações. Prisão ou investigação não significa condenação nem prova de culpa; cada caso deve ser avaliado pela Justiça. Mas a sequência de operações reforça a importância de transparência, fiscalização e prestação de contas na vida pública.

Durante os 1.915 dias em que Salmir esteve no Executivo, não há notícia pública de uma diligência do Gaeco em seu gabinete ou residência. Essa afirmação precisa ser entendida com o cuidado devido: a ausência de uma operação não prova, por si só, a correção de uma gestão. O que pode ser afirmado com base nos registros disponíveis é que as contas de 2021 a 2025 foram aprovadas pelos órgãos competentes. É esse conjunto — e não uma comparação simplista com outros casos — que sustenta o reconhecimento de sua trajetória administrativa.

Em 30 de março de 2026, Salmir renunciou ao cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Deixou a Prefeitura após cinco anos e três meses, encerrando um ciclo e abrindo espaço para uma nova etapa política. Para seus apoiadores, a saída representou também a disposição de buscar outro caminho de representação pública, sem permanecer no cargo até o último dia do mandato.

Na eleição para deputado estadual, não conquistou a vaga, mas recebeu mais de 10 mil votos e teve seu nome reconhecido em mais de 140 municípios catarinenses. O resultado não foi a eleição, mas mostrou que sua trajetória em Biguaçu encontrou eco além dos limites do município.

A aprovação das contas não apaga as críticas, não encerra discussões sobre prioridades e não substitui a avaliação dos moradores sobre os serviços prestados. Mas merece ser registrada como parte importante do balanço de uma gestão: cinco exercícios aprovados, uma administração que enfrentou tempos difíceis e um ex-prefeito que encerrou seu ciclo municipal com esse resultado para apresentar à população.

Ao fim, responsabilidade pública também se mede pela forma como se administra o dinheiro que pertence a todos. E, nesse aspecto, as cinco aprovações deixam uma marca relevante na passagem de Salmir da Silva pela Prefeitura de Biguaçu.

Publicado por morescojunior

Junior Moresco é natural de Tijucas e vive em Biguaçu desde a infância. Construiu uma trajetória ligada à comunicação e ao futebol, com 17 anos de atuação na Federação Catarinense de Futebol, onde trabalhou em áreas como competições, ligas e organização de jogos. Também foi chefe de gabinete do ex-presidente da entidade Delfim Peixoto e atuou na Prefeitura de Biguaçu. Apaixonado por jornalismo e comunicação, hoje está à frente do Conexão em Pauta, projeto que reúne notícias, política e esporte. Também escreve sobre futebol no Falando de Futebol. É casado com Kelly e pai de Renan e Iago.

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